-alô..
-oi, é que eu preciso falar.
-oi, então fala.
...
-tá, não precisava falar?
-é, eu preciso. mas não consigo.
-como assim? fala de uma vez...
-hum, é que..então, eu sou uma idiota.
um pouco de mim
- de olhos fechados.
- não gosta de praia. ouve yann tiersen quando sozinha quer se sentir. metida a artista e frustrada estilista. sente-se à vontade com letras minúsculas. desejo? ser dona das palavras.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
segunda-feira, 13 de julho de 2009
bad mood
e vai entender!
'- bom dia pra quem?'
'-vaza.'
pro dia nascer feliz.
o mundo inteiro acordar, e a gente dormir.
dormir
'- bom dia pra quem?'
'-vaza.'
pro dia nascer feliz.
o mundo inteiro acordar, e a gente dormir.
dormir
domingo, 12 de julho de 2009
câimbras.
Porque eu gosto mesmo é das coisas complicadas.
Digo que não gosto, fujo, mas não adianta. quando vejo, lá estou eu entre elas.
Só as complicadas. será alguma relação metafísica que a minha aura atrai por conta das cores tão carregadas que exterioriza?
A cor da insatisfação é vermelha. eu posso sentir.
Ela incomoda e atrapalha, feito tudo o que agride aos olhos quando buscamos a serenidade dos tons pastéis.
.
Insatisfação a gente ameniza com alienação.
Também se atenua viajando para o âmago de si e resgatando a solução. Só que demora mais.
Eu causo câimbras.
Digo que não gosto, fujo, mas não adianta. quando vejo, lá estou eu entre elas.
Só as complicadas. será alguma relação metafísica que a minha aura atrai por conta das cores tão carregadas que exterioriza?
A cor da insatisfação é vermelha. eu posso sentir.
Ela incomoda e atrapalha, feito tudo o que agride aos olhos quando buscamos a serenidade dos tons pastéis.
.
Insatisfação a gente ameniza com alienação.
Também se atenua viajando para o âmago de si e resgatando a solução. Só que demora mais.
Eu causo câimbras.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
e chove
Se alguém tiver a resposta do sentido da vida, me manda por telegrama, por favor.
pelo menos preciso saber se o legado da gente é pessoal, intransferível e contabilizado na porta do além ou se paga-se o que se deve e tchau. niguém fica sabendo.
Porque viver nesse mundo é pra louco.
Quem resolve ficar por aqui tem que receber um troféu de insanidade absoluta.
Mesmo repetindo incansavelmente que não temos tempo para mais nada, para a demência sempre há tempo. Porque ela surge no banho, no minuto de bobeira, ao desligar o telefone, no esperar um arquivo de foto ser carregado em um email qualquer, na fila do subway (a fila interminável do fast food mais irritante que eu conheço).
Cada mania que adquirimos, cultivamos e aprimoramos nessas horas vagas é o que me aflige. Eu hoje concluí pela 18a. vez que possuo uma espécie de transtorno psíquico que me impede de manter contato físico com as pessoas. evito o approach pq tenho um distúrbio ou tenho um distúrbio porque evito o approach?
Eis que o fato é: eu não gosto de encostar nas pessoas. E eu tenho dificuldade de olhar pra elas. Me parece invasão. (pensando agora, minha tentativas de ser campeã de truco sempre me frustaram pq eu não sei olhar e piscar. invasivo demais)
No dia seguinte eu esqueço e volto ao normal - ufa, voltamos ao normal.
é como as vezes que a gente se pergunta porque faz certas coisas, ou porque comprou aquela blusa xadrez rosa que te deixa parecendo um palhaço!
é o minuto de bobeira.
Tão comum no cotidiano. Mais do que a gente se dá conta.
odeio chuva. odeio olhar pra fora da janela e me deparar com ela.
pelo menos preciso saber se o legado da gente é pessoal, intransferível e contabilizado na porta do além ou se paga-se o que se deve e tchau. niguém fica sabendo.
Porque viver nesse mundo é pra louco.
Quem resolve ficar por aqui tem que receber um troféu de insanidade absoluta.
Mesmo repetindo incansavelmente que não temos tempo para mais nada, para a demência sempre há tempo. Porque ela surge no banho, no minuto de bobeira, ao desligar o telefone, no esperar um arquivo de foto ser carregado em um email qualquer, na fila do subway (a fila interminável do fast food mais irritante que eu conheço).
Cada mania que adquirimos, cultivamos e aprimoramos nessas horas vagas é o que me aflige. Eu hoje concluí pela 18a. vez que possuo uma espécie de transtorno psíquico que me impede de manter contato físico com as pessoas. evito o approach pq tenho um distúrbio ou tenho um distúrbio porque evito o approach?
Eis que o fato é: eu não gosto de encostar nas pessoas. E eu tenho dificuldade de olhar pra elas. Me parece invasão. (pensando agora, minha tentativas de ser campeã de truco sempre me frustaram pq eu não sei olhar e piscar. invasivo demais)
No dia seguinte eu esqueço e volto ao normal - ufa, voltamos ao normal.
é como as vezes que a gente se pergunta porque faz certas coisas, ou porque comprou aquela blusa xadrez rosa que te deixa parecendo um palhaço!
é o minuto de bobeira.
Tão comum no cotidiano. Mais do que a gente se dá conta.
odeio chuva. odeio olhar pra fora da janela e me deparar com ela.
domingo, 31 de maio de 2009
meditando
ooooononoononononononononoononooonononooooooooon
onooononoonononononnonoononooonononoooooooonn
onooononoononononononooonononooonononoooon
ooooononoononononoonononononoononooonononooooooonon
onooononoononononononoonononoononooonononoooonn
onooononoonononnonoononoonoononooonononooooooooon
onnooononoononononononoononononoononooonononoooooon
onooononoonononononononononoononooonononoooooooonn
onooononoononononononoonononoononooonononooooon
onooononoonononononnonoononooonononoooooooonn
onooononoononononononooonononooonononoooon
ooooononoononononoonononononoononooonononooooooonon
onooononoononononononoonononoononooonononoooonn
onooononoonononnonoononoonoononooonononooooooooon
onnooononoononononononoononononoononooonononoooooon
onooononoonononononononononoononooonononoooooooonn
onooononoononononononoonononoononooonononooooon
sábado, 30 de maio de 2009
monólogo do eu lirico
Ser 3 em 1
Não é pra qualquer um
Tem que ter sangue de barata
Ouvir, pensar, ficar calado.
Hora de ir, hora de voltar.
Está certo, errado
Vai, não vai
Que isso?
Está louca?
Então tá, você pode.
Um diz sim, outro diz não
Você – nessa personalidade
Não sabe o que quer.
Ora aceita, ora condena
Ora encara e ignora.
Qual dos três
Serei eu
De verdade
Na íntegra
E totalidade?
A sorte
Lançada
Agora
Quem és tu?
Sou eu aquele
Que escuta,
Escuta,
Escuta,
Cala
E faz o que satisfaz.
Não é pra qualquer um
Tem que ter sangue de barata
Ouvir, pensar, ficar calado.
Hora de ir, hora de voltar.
Está certo, errado
Vai, não vai
Que isso?
Está louca?
Então tá, você pode.
Um diz sim, outro diz não
Você – nessa personalidade
Não sabe o que quer.
Ora aceita, ora condena
Ora encara e ignora.
Qual dos três
Serei eu
De verdade
Na íntegra
E totalidade?
A sorte
Lançada
Agora
Quem és tu?
Sou eu aquele
Que escuta,
Escuta,
Escuta,
Cala
E faz o que satisfaz.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
e porque, no fim
eu gosto é de opostos.
E não entendo como de vez em quando posso esquecer disso. E de como é difícil encontrar os opostos por aí. Eles não andam soltos pelas ruas. Eles se escondem, em casa, eu acho, ou nas torres dos castelos.
Os opostos, os semelhantes, os idiotas...qual a melhor opção? Ser o que convém quando convir. Pra que ser quem fala a verdade se no fim você corre o risco de ser odiado? Pra viver – pelo menos – com a sensação do dever cumprido. O sono dos justos não tem preço. É deliciosamente pesado e profundo. E eu o adoro. Meu amigo, sono.
E não entendo como de vez em quando posso esquecer disso. E de como é difícil encontrar os opostos por aí. Eles não andam soltos pelas ruas. Eles se escondem, em casa, eu acho, ou nas torres dos castelos.
Os opostos, os semelhantes, os idiotas...qual a melhor opção? Ser o que convém quando convir. Pra que ser quem fala a verdade se no fim você corre o risco de ser odiado? Pra viver – pelo menos – com a sensação do dever cumprido. O sono dos justos não tem preço. É deliciosamente pesado e profundo. E eu o adoro. Meu amigo, sono.
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