um pouco de mim

Minha foto
não gosta de praia. ouve yann tiersen quando sozinha quer se sentir. metida a artista e frustrada estilista. sente-se à vontade com letras minúsculas. desejo? ser dona das palavras.

domingo, 31 de maio de 2009

meditando

ooooononoononononononononoononooonononooooooooon
onooononoonononononnonoononooonononoooooooonn
onooononoononononononooonononooonononoooon
ooooononoononononoonononononoononooonononooooooonon
onooononoononononononoonononoononooonononoooonn
onooononoonononnonoononoonoononooonononooooooooon
onnooononoononononononoononononoononooonononoooooon
onooononoonononononononononoononooonononoooooooonn
onooononoononononononoonononoononooonononooooon

sábado, 30 de maio de 2009

monólogo do eu lirico

Ser 3 em 1
Não é pra qualquer um
Tem que ter sangue de barata
Ouvir, pensar, ficar calado.

Hora de ir, hora de voltar.
Está certo, errado
Vai, não vai
Que isso?
Está louca?
Então tá, você pode.

Um diz sim, outro diz não
Você – nessa personalidade
Não sabe o que quer.

Ora aceita, ora condena
Ora encara e ignora.

Qual dos três
Serei eu
De verdade
Na íntegra
E totalidade?

A sorte
Lançada
Agora
Quem és tu?

Sou eu aquele
Que escuta,
Escuta,
Escuta,
Cala
E faz o que satisfaz.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

e porque, no fim

eu gosto é de opostos.

E não entendo como de vez em quando posso esquecer disso. E de como é difícil encontrar os opostos por aí. Eles não andam soltos pelas ruas. Eles se escondem, em casa, eu acho, ou nas torres dos castelos.

Os opostos, os semelhantes, os idiotas...qual a melhor opção? Ser o que convém quando convir. Pra que ser quem fala a verdade se no fim você corre o risco de ser odiado? Pra viver – pelo menos – com a sensação do dever cumprido. O sono dos justos não tem preço. É deliciosamente pesado e profundo. E eu o adoro. Meu amigo, sono.

domingo, 12 de abril de 2009

oblíqua e dissimulada.

O rapaz chegou-se para junto da moça e disse:

- Antonia, ainda não me acostumei com seu corpo, com
[a sua cara.
A moça olhou de lado e esperou.

- Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê
[uma lagarta listrada?

A moça lembrava:

- A gente fica olhando...

A meninice brincou de novo nos olhos dela.

O rapaz prosseguiu com muita doçura:

- Antonia, você parece uma lagarta listrada.

A moça arregalou os olhos, fez exclamações.

O rapaz concluiu:

- Antonia, você é engraçada! Você parece louca.

[bandeira.manuel]

domingo, 22 de fevereiro de 2009

o início

Acabei de viver um estranho momento de angústia por achar que não conseguiria mais acessar a minha conta do orkut. E concluí que sou mais dependente dele do que imaginava.

O que seria de mim sem a network estabelecida a tanto trabalho e empenho ao longo dos pelo menos 4 anos dedicados diariamente à manutenção da minha imagem? Bom começar falando disso.

Porque vivemos na feliz ilusão de que comandamos. Que somos desprendidos e que não precisamos dessa ferramenta para (sobre)viver. Mas nosso inconsciente sabe. Que somos mais escravos do que nos damos conta. Qual o problema em desabilitar a conta? TODOS! O que farei com meu tempo diário ocioso das 22h às 00h? Onde já se viu alguém não zapear diariamente apenas para manter o custo social em dia? O mundo anda cheio de ETs!

Recuperei a conta. e a senha. Criei um blog.
Mais uma obrigação, mais uma tarefa, mais uma manutenção, pelo menos semanal.
Incrível como precisamos ocupar o tempo. Sempre, cada vez mais.
A tecnologia torna tudo muito rápido, instantâneo, insano e divertido.
Acho que vou gostar dessa brincadeira.
E quando eu quiser me livrar dela, é só deletar!
(volto ao meu primeiro comentário. Criamos uma dependência absurda de nossos entretenimentos virtuais. Não deve ser privilégio apenas meu sentir-me presa)

e por hoje, é só.
não decidi ainda sobre o que escrever.
posso ser quem eu quiser, certo?