um pouco de mim

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não gosta de praia. ouve yann tiersen quando sozinha quer se sentir. metida a artista e frustrada estilista. sente-se à vontade com letras minúsculas. desejo? ser dona das palavras.

domingo, 26 de agosto de 2012

faltam 45.

A distância esconde defeitos, revela desejos e inventa anseios.

De dentro de mim rufla a vontade do tempo voar. A delícia da dor do querer a recíproca alonga os dias. E a cartela de cores, lembra o verão.


O melhor da festa, sem dúvida, é esperar por ela.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Vazio

Hoje é dia de ser só. No sertão que é dentro da gente, do tamanho do mundo. 
O silêncio baderneia as fantasias que voam ao ritmo daquele que tiquetaqueia, e o som da redenção, ao longe parece soar. 
Os anseios de uma vida se escondem na batida perfeita, mas o corpo carrega para longe o desejo de estar. 
E o sertão também lá está. 

 O vazio das ideias fumegantes parece devorar as palavras que em minhas mãos deveriam estar. 

 Nem mesmo com todas as letras um alfabeto consegue frasear sentimentos completos. 
 Autora de poucas palavras (vazias) toma rumo ao desconhecido. 

 Nos sonhos, podemos ser quem quisermos, até nós mesmos.

domingo, 1 de abril de 2012

Oswaldando

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos, suportável.



Happy shinny sunday
Esse é o jeito que sei ser feliz.

Novas velhas dores

Domingo de remoer os dizeres da semana. De desejar dormir pro mundo ir mais rápido. Domingo aflito, domingo de sol, domingo de obrigações esperando na janela.
A espera de um milagre quase fez dias melhores, e a espera já branda resolveu agitar a pista de dança, o tiro foi dado, que vença o melhor! Queimada a largada, todos à postos. De volta à espera. Só que a espera, agora é outra: que o tempo apague a ânsia e a disposição de ser sempre o refúgio, o ouvido, o escape. Que o milagre seja novo.
Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio.

I promise I'm worth it.

O sempre igual e diferente de diferente nada tem. Sempre igual, pode parecer maçante, mas quem lhes redige sente infinita satisfação em ser coerente, tratando mesmos assuntos em trágicas diferentes palavras. Não sabe reinventar a mídia, só sabe mais do mesmo.

A causa e efeito, o troco do universo para a rotina mundana, às vezes segue um raciocínio cruel. Cuidado com o que se pensa. Sempre volta.





Infinitivamente pessoal, e eu querendo querer-te sem ter fim, E querendo aprender-te o total do querer que há e não há em mim.

terça-feira, 27 de março de 2012

Tum tum tum tum tum
Esqueci que vivia. E de repente vivi. Mais forte, mais perto, mais incerto.
Onde menos se espera, quando já não é preciso. Surge e arrasa. E foge.
E deixa tudo de pernas para o ar. E não sei pra que lado seguir. Para o meu, onde eu, eu mesma, e meus pensamentos caminham em vão à procura do que meu coração um dia há de tocar.
Poço de incerteza, bate na porta e diz que vai voltar. E de novo, tudo é passado.
Que passe, logo. E vá, de uma vez.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

nerudando na chuva.

No te amo como si fueras rosa de sal, topacio
O flecha de claveles que propagan el fuego:
Te amo como se aman ciertas cosas oscuras,
Secretamente, entre la sombra y el alma.

Te amo como la planta que no florece y lleva
Dentro de si, escondida, la luz de aquellas flores,
Y gracias a tu amor vive oscuro en mi cuerpo
El apretado aroma que ascendio de la tierra.

Te amo sin saber como, ni cuando, ni de donde,
Te amo directamente sin problemas ni orgullo:
Asi te amo porque no se amar de otra manera,

Sino asi de este modo en que no soy ni eres,
Tan cerca que tu mano sobre mi pecho es mia,
Tan cerca que se cierran tus ojos con mi sueño.


Pablo Neruda.Soneto XVII